dermatológicas. No entanto, a flacidez não é apenas uma questão de estética; ela é um processo biológico complexo que reflete o envelhecimento dos tecidos, influências genéticas e hábitos de vida.
Dessa forma, hoje, trouxemos um artigo para entender a diferença entre os tipos de flacidez e como a ciência moderna atua sobre eles.
Fisiologia da flacidez
A flacidez é, essencialmente, a perda de integridade estrutural da pele ou dos músculos. A derme, camada intermediária da pele.
Dentro da derme, residem os fibroblastos, células responsáveis pela produção de duas proteínas cruciais: o colágeno e a elastina.
- Colágeno: Funciona como as “vigas” de um edifício, conferindo resistência e tração.
- Elastina: Age como uma mola, permitindo que a pele retorne ao seu estado original após ser esticada.
Com o passar dos anos, ocorre um processo chamado cronoenvelhecimento, que tende a acelerar por volta dos 25 à 30 anos, onde se perde cerca de 1% da produção natural do colágeno ao ano. Além disso, fatores externos, como a radiação UV, o tabagismo e o consumo excessivo de açúcar, aceleram a degradação dessas fibras.
No rosto, esse processo é agravado pela reabsorção óssea e o deslocamento dos coxins de gordura, que perdem sua posição original, resultando no aspecto de “derretimento”.
Flacidez Cutânea vs. Flacidez Muscular
Um tipo comum de erro na hora de tratar a flacidez, é tratá-la de “forma igual” em todos os casos, pois a flacidez cutânea é diferente da flacidez muscular, necessitando de tratamentos diferentes para cada tipo.
Flacidez Cutânea (Pele)
Refere-se exclusivamente ao tecido superficial. É aquela pele com aspecto de “sobra” ou que apresenta uma textura fina e craquelada.
- Causa: Envelhecimento das fibras de colágeno e elastina;
- Como identificar: Ao pinçar a pele, ela demora a voltar ou parece descolada do tecido subjacente. É muito comum após grandes perdas de peso ou gravidez.
Flacidez muscular
Ocorre nas camadas mais profundas, onde o músculo perde o tônus e consequentemente a capacidade de contração firme.
- Causa: Sedentarismo, envelhecimento das fibras musculares e falta de estímulo mecânico.
- Como identificar: A pele pode até estar firme, mas o contorno corporal ou facial cede porque a “base” que deveria segurá-la está fraca.
Tratamentos dermatológicos:
Ao longo dos anos, a dermatologia evoluiu e passou do simples preenchedor para o estímulo biológico para tratamento da flacidez. Hoje, o foco é fazer com que o próprio corpo recupere sua capacidade regenerativa.
Bioestimuladores de colágenos
Substâncias como o Ácido Poli-L-Lático e a Hidroxiapatita de Cálcio são comumente utilizadas nesses casos. Elas não servem para dar volume imediato, mas para causar uma inflamação controlada que obriga os fibroblastos a produzirem novo colágeno. O resultado é gradual, aparecendo entre 3 a 6 meses, proporcionando um efeito lifting natural.
Ultrassom Microfocado
É uma das tecnologias mais potentes para a flacidez facial e pescoço. Ele atinge o SMAS (Sistema Músculo-Aponeurótico Superficial), utilizando do calor para gerar pontos de coagulação que contraem o tecido e suspendem o rosto sem cortes. Essa mesma região é comumente manipulada por cirurgiões para realizar o efeito de facelift.
Radiofrequência e microagulhamento
A radiofrequência é utilizada para aquecer o tecido a temperaturas entre 40°C e 42°C, contraindo as fibras de colágeno existentes e estimulando novas. Já o microagulhamento com radiofrequência, entrega essa energia diretamente nas camadas profundas. O procedimento combinado é excelente para a flacidez abdominal e das coxas.
Tecnologias de campo eletromagnético
Para a flacidez muscular, tratamentos como o campo eletromagnético de alta intensidade promovem milhares de contrações supra máximas em poucos minutos (equivalente a milhares de abdominais e agachamentos), fortalecendo a musculatura que sustenta a pele.
Conheça a Dra. Juliana Jordão
A Dra. Juliana Jordão é uma renomada médica dermatologista com uma ampla trajetória acadêmica e profissional.
Graduada pela Faculdade Evangélica do Paraná, ela consolidou sua expertise ao obter especialização em Dermatologia pelo Hospital Universitário Evangélico de Curitiba (HUEC).
Sua dedicação e excelência na área a conduziram a tornar-se Membro Titular da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica.
A nossa clínica está localizada no Edifício New Zealand – R. Dr. Alexandre Gutierrez, 826 – Sala 404 – Batel, Curitiba – PR.