Recentemente, o Laser Red Touch surgiu nos consultórios como uma promessa tecnológica para resolver o enigma do tratamento do melasma, mas será que ele realmente funciona para manchas tão resistentes?
Neste texto, vamos entender as particularidades do melasma, as opções de tratamento e o papel real do Red Touch nessa jornada.
Por que o Melasma é tão difícil de tratar?
O melasma não é apenas uma “manchinha” de sol; é uma condição crônica e multifatorial caracterizada pela hiperatividade dos melanócitos (células que produzem pigmento), onde estão envolvidos questões como:
- Gatilhos constantes: Sol, calor (mormaço), luz azul e até alterações hormonais podem ser o gatilho para ativar o pigmento.
- Memória celular: O melanócito de quem tem melasma está “viciado” em produzir melanina. Qualquer agressão excessiva — como um laser muito quente ou um peeling muito forte — pode causar o temido efeito rebote, onde a mancha volta ainda mais escura como uma resposta de defesa da pele.
- Componente vascular: Estudos recentes mostram que o melasma não é só pigmento; existe uma rede de microvasos por baixo da mancha. Se o tratamento não olhar para isso, há maiores chances do retorno da mancha logo após o tratamento.
Tipos de Tratamento: Do Clássico ao Moderno
Historicamente, o manejo do melasma é dividido em três pilares:
- Tópicos (Cremes): O uso de ácidos (retinóico, glicólico) e clareadores (hidroquinona, ácido cístico, arbutin)auxiliam a despigmentar, mas exige uso contínuo e rigoroso.
- Proteção Solar: É a base de tudo. Sem protetor solar com cor (que protege contra a luz visível), nenhum tratamento funciona.
- Procedimentos: Aqui entram os peelings químicos, o microagulhamento (drug delivery) e os lasers.
- Lasers de alta energia (como CO2): Geralmente evitados para melasma pelo risco de calor excessivo.
- Lasers de picossegundos: Atuam por impacto mecânico, fragmentando o pigmento sem aquecer tanto.
- Laser de 675 nm (Red Touch): A nova fronteira que foca na renovação dérmica e que está ocupando espaço no mercado.
Onde o Red Touch entra no combate ao Melasma?
O Red Touch traz uma abordagem inovadora. Ele não tenta quebrar o pigmento de forma agressiva. Seu diferencial está no comprimento de onda de 675 nm, que tem uma afinidade única pelo colágeno e pela estrutura da derme.
Ação na “Base” da Mancha
O Red Touch atua regenerando a derme (a camada profunda). Uma derme saudável e rica em colágeno novo funciona como uma barreira melhor estruturada, dificultando a comunicação errática entre as células que causam a mancha.
Controle Vascular e Inflamatório
Diferente de lasers que geram muita inflamação, o Red Touch é mais “gentil” com a epiderme. Ele ajuda a tratar o componente vascular que sustenta o melasma e melhora a qualidade global da pele, tornando-a menos reativa aos gatilhos externos.
Sem Descamação e Sem Calor Excessivo
Como ele não agride a superfície da pele, o risco de efeito rebote é drasticamente reduzido, tornando-o uma ferramenta segura para pacientes que têm medo de procedimentos que causam a descamação excessiva do rosto.
Resultados Reais vs. Expectativa
É fundamental alinhar as expectativas com a realidade . O Red Touch realmente funciona, mas não causa a melhora da pele e das manchas em apenas 1 sessão única.
- Crie Expectativa Realista: O Red Touch promove um clareamento gradual e, acima de tudo, uma melhora na textura e viço da pele. Causando o efeito de uma mancha fica mais difusa e menos marcada.
- Manutenção é a Chave: O melasma não tem cura, tem controle. O Red Touch ajuda a estabilizar a condição e a clarear as áreas críticas, mas o resultado depende diretamente dos fatores externos e do seu cuidado com o uso do protetor solar e exposição a gatilhos.
Os melhores resultados ocorrem em protocolos combinados. O laser prepara a pele e trata a derme, enquanto os cremes auxiliam a manter o melanócito adormecido.
Conheça a Dra. Juliana Jordão
A Dra. Juliana Jordão é uma renomada médica dermatologista com uma ampla trajetória acadêmica e profissional.
Graduada pela Faculdade Evangélica do Paraná, ela consolidou sua expertise ao obter especialização em Dermatologia pelo Hospital Universitário Evangélico de Curitiba (HUEC).
Sua dedicação e excelência na área a conduziram a tornar-se Membro Titular da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica.
A nossa clínica está localizada no Edifício New Zealand – R. Dr. Alexandre Gutierrez, 826 – Sala 404 – Batel, Curitiba – PR.