Atualmente, falamos muito sobre doenças inflamatórias de pele, principalmente com o avanço da medicina com diagnóstico e tratamentos.
O sistema imunológico é responsável por proteger nosso corpo contra infecções e doenças, mas em alguns casos, ele pode atacar células saudáveis, desencadeando condições autoimunes.
Entre as mais comuns estão a psoríase, dermatite atópica, vitiligo e alopecia areata. Estas doenças de pele podem impactar tanto a saúde física quanto o bem-estar emocional das pessoas que as desenvolvem.
A seguir, vamos entender melhor cada uma delas e se há tratamentos eficazes para elas.
Doenças inflamatórias de pele
1. Psoríase
A psoríase é uma doença autoimune crônica, muito comum, que acelera o ciclo de vida das células da pele, fazendo com que elas se acumulem rapidamente na superfície.
Isso resulta em manchas vermelhas cobertas por escamas prateadas, que podem causar coceira, dor e inflamação nas áreas do cotovelo, joelho, couro cabelo.
Pode acometer tanto homens quanto mulheres. Além disso, a psoríase ocorre quando o sistema imunológico ataca erroneamente as células da pele, acelerando sua produção.
Seus principais sintomas são:
- Placas escamosas;
- Coceira;
- Inflamação.
Há tratamento?
O tratamento da psoríase pode incluir cremes tópicos, fototerapia e medicamentos imunossupressores.
2. Dermatite atópica
A dermatite atópica, também conhecida como eczema, é uma doença inflamatória crônica da pele que provoca coceira intensa e ressecamento. Embora sua causa exata seja desconhecida, acredita-se que a dermatite atópica esteja ligada a uma resposta imunológica anormal e à disfunção da barreira cutânea.
Dentre as suas principais causas, fatores genéticos e ambientais, como alergias e mudanças climáticas, podem desencadear surtos de dermatite atópica.
Seus principais sintomas são:
- Coceira intensa;
- Vermelhidão;
- Ressecamento;
- Rachaduras na pele.
Há tratamento?
Hidratação constante, uso de pomadas anti-inflamatórias e controle de gatilhos ambientais.
3. Vitiligo
O vitiligo é uma condição autoimune em que o sistema imunológico ataca as células produtoras de pigmento (melanócitos), resultando em manchas brancas na pele. Essas áreas descoloridas podem aparecer em qualquer parte do corpo, incluindo rosto, mãos e áreas expostas ao sol.
A sua principal causa está no sistema imunológico que destrói os melanócitos, responsáveis pela cor da pele, causando aquelas manchas brancas que expandem com o tempo.
Há tratamento?
Sim. Ele pode incluir cremes tópicos, fototerapia e, em alguns casos, cirurgia para uniformizar o tom da pele.
4. Alopecia Areata
A alopecia areata é uma doença autoimune em que o sistema imunológico ataca os folículos capilares, resultando na queda de cabelo. Ela pode afetar qualquer área com pelos, como couro cabeludo, sobrancelhas e até barba, levando à formação de áreas circulares sem cabelo.
Ela é causada quando o sistema imunológico ataca os folículos pilosos, levando à queda de cabelo.
E seus principais sintomas são:
- Queda de cabelo em manchas circulares no couro cabeludo ou em outras partes do corpo.
Há tratamento?
Corticosteroides tópicos, injeções e, em alguns casos, medicamentos imunossupressores podem ajudar a retardar ou reverter a queda de cabelo.
Essas quatro doenças afetam diretamente o sistema imunológico e podem ter um impacto significativo na vida das pessoas.
Embora não tenham cura, muitos tratamentos eficazes ajudam a controlar os sintomas e melhorar a qualidade de vida. Com o avanço da medicina, há uma classe de medicamentos que são os imunobiológicos com uma resposta positiva de 90 a 100% de eficácia no quadro dos pacientes.
É importante ressaltar que todas doenças citadas são diagnosticadas no consultório com um médico de confiança. Além disso, hábitos como tabagismo, sedentarismo e estresse ajudam a agravar o quadro das mesmas.
Quer saber mais sobre essas doenças autoimunes e tratamentos?
Conheça a Dra. Juliana Jordão
A Dra. Juliana Jordão é uma renomada médica dermatologista com uma ampla trajetória acadêmica e profissional.
Graduada pela Faculdade Evangélica do Paraná, ela consolidou sua expertise ao obter especialização em Dermatologia pelo Hospital Universitário Evangélico de Curitiba (HUEC).
Sua dedicação e excelência na área a conduziram a se tornar Membro Titular da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica.
Além disso, a Dra. Juliana Jordão enriqueceu sua formação internacionalmente como Clinical Fellow em Laserterapia e Fotodermatologia na Skin and Laser Center of Boom, na Bélgica. Atualmente, ela lidera o ambulatório de Laserterapia da residência de Dermatologia do HUEC, é Mestre em Princípios da Cirurgia e pesquisa ativamente em Laserterapia e Cosmiatria.