A Reconfiguração da dermatologia estética: O declínio da volume e a ascensão da longevidade da pele

A reconfiguração da dermatologia estética: a ascensão da longevidade da pele

A dermatologia estética passou por uma transformação profunda nos últimos 15 anos, impulsionada por tecnologias, estudos científicos robustos e novas tendências de consumo. No artigo de hoje, exploraremos como essa especialidade se refinou nas últimas décadas e o que mudou na busca pelo rejuvenescimento natural.

Mudança dos procedimentos para rejuvenescimento facial

No início da década de 2010, a dermatologia estética fazia o uso de ácido hialurônico focava na correção de sulcos e rugas estáticas através da deposição direta do material. Este método resultava de maneira negativa, frequentemente, em distorções conhecidas como “filler fatigue”, onde o peso excessivo do produto causava o estiramento dos tecidos moles a longo prazo.

A partir de 2015, a consolidação dos bioestimuladores de colágeno alterou o objetivo da intervenção.  Esta escolha terapêutica fundamenta-se na manutenção da estrutura facial original, evitando a necessidade de preenchedores conforme o processo de envelhecimento avança. A prática clínica passou a priorizar a prevenção da densidade da derme e das suas estruturas.

Evolução do laser e outras tecnologias

O tratamento de manchas e tatuagens evoluiu com a transição da tecnologia de nanossegundos para os lasers de picossegundos. A redução do tempo de disparo permite uma fragmentação mecânica do pigmento (efeito fotoacústico) com dissipação mínima de calor para a pele adjacente. 

Esta especificidade técnica reduziu o número de sessões necessárias para a remoção de pigmentos complexos e diminuiu a incidência de hiperpigmentação pós-inflamatória em pacientes de fototipos altos (peles escuras).

Paralelamente, o ultrassom microfocado (HIFU) refinou a capacidade de tratar a musculatura superficial, sem a necessidade de incisões cirúrgicas. Os aparelhos atuais utilizam transdutores que entregam pontos de coagulação térmica em profundidades precisas, causando a retração do tecido conjuntivo. A decisão de utilizar o HIFU em detrimento de fios de sustentação baseia-se na menor taxa de infecção e na ausência de irregularidades visíveis na superfície cutânea

Aumento da segurança nos procedimentos injetáveis 

Até meados de 2018, a aplicação de preenchedores era baseada exclusivamente no conhecimento de anatomia de superfície e palpação. Porém, a variabilidade anatômica das artérias faciais, mantinha um risco persistente de oclusão vascular e necrose. Dessa forma, a segurança nos procedimentos injetáveis foi alterada pela introdução do ultrassom de alta frequência (acima de 20 MHz) no consultório.

O uso do ultrassom Doppler em tempo real permite a identificação exata da profundidade e do trajeto de vasos arteriais antes da introdução da agulha ou cânula. Para o paciente, a implicação prática é a redução drástica de eventos adversos graves. Além disso, a tecnologia permite mapear depósitos de materiais permanentes antigos, que contraindicam novos procedimentos na mesma região.

Reconfiguração do conceito de beleza e naturalidade

A percepção de beleza na dermatologia estética sofreu uma revisão técnica motivada pela saturação de resultados hipercorrigidos e com aspectos artificiais. Entre 2011 e 2020, o padrão estético era frequentemente ditado pela simetria absoluta e pela projeção de ângulos mandibulares e zigomáticos, influenciada pelo padrão estético visualizado em redes sociais.

A partir de 2021, surge a demanda clínica por “gerenciamento da idade” em oposição à “reversão da idade”. O critério de sucesso passou a ser a qualidade da unidade funcional da pele, incluindo poros, brilho e textura, em vez da imobilidade muscular causada pela toxina botulínica. 

A técnica “baby botox”, que utiliza micro doses distribuídas de forma mais ampla, exemplifica essa mudança, ao preservar a mímica facial necessária para a comunicação interpessoal. Esta abordagem reduz o estigma de “rosto operado” e aumenta a adesão de pacientes que buscam intervenções preventivas.

Conheça a Dra. Juliana Jordão

A Dra. Juliana Jordão é uma renomada médica dermatologista com uma ampla trajetória acadêmica e profissional.

Graduada pela Faculdade Evangélica do Paraná, ela consolidou sua expertise ao obter especialização em Dermatologia pelo Hospital Universitário Evangélico de Curitiba (HUEC).

Sua dedicação e excelência na área a conduziram a tornar-se Membro Titular da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica.

A nossa clínica está localizada no Edifício New Zealand – R. Dr. Alexandre Gutierrez, 826 – Sala 404 – Batel, Curitiba – PR.

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